Comércio Eletrônico, Cartão de Crédito e as Micro e Pequenas Empresas


Por André Dantas, via blog Pequenos Negócios & Finanças
Parte I

Há algum tempo trabalho na busca da convergência entre esses dois mercados e o segmento dos pequenos negócios. Apurados os números de 2008 e projetados os dos próximos anos, cresce a minha expectativa e incentivo em fomentar as iniciativas dos agentes envolvidos.Os pequenos negócios inseridos no chamado “e-commerce” e adotando meios eletrônicos de pagamento em suas atividades econômicas, são fundamentais para alavancar os resultados de todos, principalmente em momentos de crise. Afinal, um segmento que representa mais de 95% dos estabelecimentos formais em operação, dos quais a maioria no ramo de comércio e serviços, não pode ser desprezado pelos players desses mercados.

O comércio eletrônico obteve um expressivo crescimento no faturamento em 2008, chegando na casa dos R$ 8,2 bilhões - número 30% superior ao registrado no ano anterior, ao passo que os cartões de crédito, meio eletrônico utilizado em mais de 80% das transações realizadas pela internet, movimentaram R$ 223,5 bilhões em 2008 (124 milhões de cartões), o que reflete alta de 22% em relação a 2007.Para este ano, os analistas projetam números positivos, pois a crise de crédito que diversos setores enfrentam não afetou o comércio on-line até o momento, permitindo uma previsão de aumento de 25% no faturamento para 2009.

Já a expectativa da Abecs (Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços) é de que em 2009 o segmento cresça em torno de 14% a 18%.Diante deste cenário, um dos principais desafios desses setores é inserir as micro e pequenas empresas em seus negócios. A Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico (Camara-e.net) projeta que até 2010 as empresas com este perfil representarão 30% do comércio virtual, cujos ganhos previstos estarão na casa dos R$ 15,4 bilhões.Nesse sentido, é muito importante atuar fortemente junto aos principais agentes do mercado eletrônico e do segmento de cartões de crédito, identificando as necessidades e dificuldades enfrentadas por ambos os lados, com o objetivo de promover a aproximação às MPEs.
Parte II

No meu último post neste blog, indiquei aos leitores sobre as oportunidades que o comércio eletrônico e os cartões de crédito podem proporcionar aos pequenos negócios. O comentário da colega Clara Favilla, estimulado por uma conversa de corredor, me fez pensar que faltava acabar o que comecei.Naquela oportunidade comentei que o pequeno empresário deve ter em mente que o comércio eletrônico difere do negócio presencial, portanto, para implantá-lo é necessário estar atento às particularidades desse novo canal de vendas. Quem tem participado das palestras proporcionadas pelos especialistas que se apresentam no Ciclo MPE.net - Ciclo de Seminários Comércio Eletrônico, tem acesso a um “guia prático” para entender as nuances de uma empresa virtual. Abaixo apresento alguns dos pontos mais relevantes:
Atendimento ao cliente: o atendimento pela internet está vinculado à proximidade do site com cliente, o que se dá pela interatividade da loja, a descrição e imagens do produto, bem como as informações que esgotam as dúvidas sobre o que está sendo vendido. Essas informações potencializam o sucesso das vendas e devem atender as necessidades dos clientes. Além disso, para minimizar a insegurança dos clientes, é preciso disponibilizar telefones para contato, endereço da empresa e, se for o caso, atendimento virtual on-line. Outra necessidade importante é o pós-venda, pois os clientes precisam estar seguros quanto à troca ou devolução do produto e como fazer isso, caso seja necessário;
Pagamento na Internet: conforme já mencionado no post anterior, cerca de 80% das compras na rede são realizadas com cartão de crédito e 15% com boleto bancário (também é meio eletrônico de pagamento), o que requer a disponibilização dessas duas formas de pagamento para o início de uma operação na Internet. Além disso, cerca de 60% das compras são parceladas, o que tem impulsionado as vendas e está se tornando uma condição essencial na comercialização dos produtos e serviços;
Serviços de entrega: colocar o produto nas mãos do cliente, segundo os especialistas do setor, é um dos grandes desafios do e-commerce. Caso seja bem feito, cria um laço de fidelidade entre as partes. Normalmente o preço do frete é calculado separadamente e somado ao valor da compra, por isso o empresário deve estar atento às melhores alternativas de entrega, de forma a não inviabilizar a venda para o cliente. Ferramentas que auxiliem o cliente no cálculo automático do frete, rastreamento da compra, busca automática do endereço (aquele que você coloca o CEP e o endereço é preenchido automaticamente) e logística reversa (permite ao lojista solicitar coleta do objeto na casa do consumidor ou emitir uma autorização de postagem reversa para o consumidor trocar ou devolver o produto), são diferenciais que aumentam a credibilidade do site junto ao cliente;
Promoção de vendas: Como no comércio tradicional, “a propaganda é a alma do negócio”. Cerca de 70% das compras pela internet envolvem algum processo de busca. Para tanto, existem dois tipos de sites de busca: os abertos (Google, por exemplo) e os de busca e comparação de preços, como o BuscaPé, BondFaro e Jacotei.
Reitero o convite para todos ficarem “antenados” no Ciclo MPE.net, que certamente brindará os empresários de pequeno porte com informações e orientações valiosas para que possam aderir e se inserir no mundo do comércio eletrônico e dos meios eletrônicos de pagamento.

Direito e Gestão Empresarial
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