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Empreendedorismo: o lado B

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Da CARTA CAPITAL Livro do professor e pesquisador norueguês Petter Gottschalk analisa o crime organizado como atividade empreendedora NAS CAVERNAS acadêmicas, nos castelos corporativos e na mídia de negócios, empreendedorismo é um assunto em voga. Joseph Schumpeter (1883-1950) foi um dos pais do tema. O economista austríaco considerava os empreendedores forças criativos indivíduos com iniciativa e grande capacidade de ação. De seus espíritos livres, e algo selvagens, vinha a seiva que alimentava a capacidade de inovação das nações. Adormecido durante algumas décadas, o empreendedorismo voltou a ganhar notoriedade a partir das décadas de 1980 e 1990. O recuo do Estado, o avanço do mercado e a globalização precisavam de ideias que sustentassem uma visão de indivíduo economicamente autônomo e capaz de construir um alter ego mercadológico. O empreendedorismo caiu como luva. Até os trópicos, dos gentios malemolentes, abraçaram a ideia. A ondaveio acompanhada de trabalhos científicos, p...

Empreendedores e advogados, uma relação difícil

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Por Marcos Hashimoto, via Portal Santander Empreendedor Hoje seria o dia em que eu realizaria um grande evento para divulgar minha empresa e meus produtos. Seria lindo. Uma palestra com um professor de uma escola renomada, um coffee break caprichado, uma sessão de debates sobre o assunto em que minha empresa é especialista e, depois, a abertura oficial de uma grande campanha promocional dos meus produtos. Uma equipe de 30 representantes comerciais estaria a postos para atender toda a demanda que viria logo depois do evento. Todos os parceiros da empresa estariam presentes. Receberia umas 180 pessoas. Depois, colocaria o evento no site da empresa, para que mais pessoas possam ver a seriedade com que o assunto é tratado. Seria demais! Efetivamente, posicionaria a empresa de forma definitiva no mercado. Por que eu não realizei este evento? Por causa do meu advogado. Até agora, arrependo-me de tê-lo consultado sobre o evento. Na verdade, eu apenas gostaria da visão dele sobre o contr...

Aprendizados de uma start-up

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JULIO VASCONCELLOS, na Folha de hoje O Peixe Urbano completa um ano. 365 dias de uma start-up proporcionam um aprendizado muito acelerado, já que são equivalentes a mais de uma década de uma empresa já estabelecida. Nos intervalos das comemorações, tenho refletido muito sobre o último ano e tudo que aprendi, como empreendedor. Hoje uma coisa está mais clara do que nunca: o sucesso da sua empresa é definido pelas pessoas que você atrai e a forma como você consegue motivá-las. Uma pessoa excelente vale mais do que cinco boas. Pessoas excelentes atraem outras pessoas excelentes, que por sua vez sentem-se motivadas por trabalhar com elas. Já pessoas medianas tendem a se sentir ameaçadas por outros e contratam pessoas de performance inferior à delas. Pessoas excelentes costumam estar sempre empregadas e sendo constantemente disputadas. Cabe a você vender sua visão e atraí-las para sua equipe. Caso seja possível, transforme-as em sócias. No nosso caso, embora estejamos em um ritmo de c...

Empresário individual x pessoa jurídica.

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João Ribeiro de Oliveira - Advogado, pós-graduado em direito de empresas, especialista em direito societário, membro do Instituto dos Advogados de Minas Gerais (Iamg) e da Comissão da Sociedade de Advogados da OAB /MG. Sócio do escritório Freire, Câmara & Ribeiro de Oliveira Advogados. Publicado no jornal Estado de Minas, em 31/01/11 O ator Jim Carrey, no filme americano Eu, eu mesmo e Irene, interpreta o personagem Charlie, que trabalha na força policial de Rhode Island há 17 anos e é amado por todos. Só que Charlie tem um problema: sofre da síndrome de dupla personalidade. Se ele deixa de tomar seus remédios, vem à tona sua segunda personalidade, Hank, que é beberrão e agressivo. Essa situação pode ser equiparada à confusão que operadores do direito e a sociedade em geral fazem com a figura do empresário individual, também conhecido como firma individual. É o que denomino de síndrome da dupla personalidade jurídica. No dia a dia da advocacia societária, presenciam...

Como funcionam as empresas de compras coletivas:

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Via o  borishermanson.wordpress.com Por Boris Hermanson Os sites de compras coletivas são uma novidade no Brasil. O primeiro deles entrou em operação em fevereiro de 2010. Entretanto, esta é uma novidade que está agitando o meio empresarial brasileiro. Mas, o que é um site de compras coletivas? Como ele funciona? Qual seu enquadramento legal? Neste artigo tentaremos responder estas e outras questões relacionadas ao tema. O que é uma empresa de compras coletiva: A empresa de compras coletivas é aquela que mantêm e administra o site de compra coletiva é um endereço virtual, onde são vendidos cupons de desconto ou vale-compras. Estes cupons de descontos (ou vale-compras) têm sua validade condicionada à aquisição de uma determinada quantidade dentro de um prazo pré-determinado. Assim sendo eles só serão válidos se um número mínimo de clientes cadastrados os adquiria num determinado período de tempo. Por exemplo: a compra de uma pizza grande na pizzaria X terá...

Retrocesso Tributário

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Artigo publicado no jornal O Globo de hoje Retrocesso tributário São cerca de 60 milhões de pessoas, entre os donos, os formais, os informais, os empregados e seus cônjuges e filhos André Silva Spínola Nas épocas de eleições as pequenas empresas são sempre lembradas e exaltadas. Afinal são cerca de 60 milhões de pessoas, entre os donos, os formais, os informais, os empregados e seus cônjuges e filhos. Promessas e mais promessas são feitas. O Brasil passa por uma excelente fase em termos de políticas públicas focadas nos pequenos negócios, principalmente por causa da Lei Geral da Micro e Pequena Empresa (Lei Complementar 123/06) e toda a mobilização para sua aprovação e, agora, para sua efetivação prática. Quase 2.000 municípios regulamentaram a lei. Vários resultados muito interessantes e importantes para o país vêm se materializando nos campos da desburocratização, do uso do poder de compra por parte dos governos, na formalização de negócios e na tributação. Os pequenos negócios...

6 Dicas Para Uma Boa Gestão Financeira de sua Empresa

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Texto de Eduardo Dreschel, via mundosebrae.com.br e blog Finanças Todo empreendedor quando abre o seu próprio negócio, depois de um apurado estudo de viabilidade econômico-financeira realizado através de um Plano de Negócios, deve acompanhar constantemente a situação de sua empresa. Não basta apenas vender, deve-se também avaliar permanentemente o seu desempenho. Vivemos hoje em um ambiente extremamente dinâmico e volátil, sujeito às mais diversas interferências, as quais devem ser conhecidas e mensuradas pelos gestores das empresas buscando efetuar as eventuais correções de percurso necessárias buscando obter maior competitividade. Vejamos algumas das causas mais freqüentes causadoras de problemas para as empresas e que podem interferir na sua sobrevivência: - Custos Toda organização possui custos nas suas atividades. Estes podem ser divididos em Custos Fixos e Custos Variáveis. Os variáveis, como seu próprio nome diz, variam de acordo com o volume de vendas. Já os Custos Fixos ...

Quatro milhões de empresas no Supersimples

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Brasília, 13 de Setembro de 2010 Publicado no jornal Valor Econômico André Silva Spínola O Simples Nacional, também conhecido como Supersimples, entrou em vigor em 1º de julho de 2007 e foi responsável por uma quebra de paradigmas sem precedentes na tributação brasileira. União, Estados e municípios passaram a gerir um sistema unificado de tributação, que abrange cerca de 80% das empresas nacionais. São recolhidos de forma unificada o IRPJ, CSLL, PIS, COFINS, INSS patronal (exceção de alguns tipos de serviços), IPI, ICMS e ISS. Além disso, a empresa é isenta da contribuição sindical patronal, da contribuição para o Sistema S, do Incra e do Salário Educação. Até 16 de agosto já havia 4.080.159 optantes, um número espantoso. Quando do início de sua vigência, em 1º de julho de 2007, 1.337.107 empresas migraram do antigo Simples Federal para o novo Supersimples. A evolução, desde sua aprovação, tem sido a seguinte: 1.946.110 ao fim de 2007, 2.917.926 ao fim do ano seguint...

COMO VOCÊ SE COMUNICA COM O SEU CLIENTE?

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Alessandra Assad Consultora Sênior do Instituto MVC, Professora de Comunicação no MBA de Gestão Comercial da FGV, Autora do livro Atreva-se a Mudar!   ̵         Márcia, o que aconteceu com aquele cliente que pediu um orçamento nosso na semana passada? – Pergunta o gerente. ̵         Eu mandei o orçamento para ele! – responde a vendedora. ̵         Quando você mandou? ̵         No mesmo dia, por e-mail! ̵         E depois, o que você fez? ̵         Eu liguei três vezes para ele, mas em uma delas ele não estava, n...

O fator decisivo

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As empresas e os países que estão vencendo o jogo da inovação não são os melhores em P&D, mas sim na construção de modelos de negócios Por Clemente Nobrega* da Época Negócios Tema de campanha eleitoral, o Estado como indutor do desenvolvimento tem a ver com inovação? Só tem. O que aprendi sobre isso é o seguinte: a maneira de se induzir desenvolvimento é facilitar o empreendedorismo. Isso se faz incentivando o surgimento de empresas que ambicionem crescer comercializando suas inovações. É essencial querer ser rico grande, não contentar-se em ser rico pequeno. É assim: economias sustentavelmente desenvolvidas contêm a “proporção certa” de grandes empresas, estatais ou não, e de pequenas empresas que ambicionam ficar ricas. Note o “ficar ricas”. A força motriz é o indivíduo, não o Estado. Pessoas, não entidades. Onde falta empreendedorismo – exemplo: Europa e Japão –, a coisa tende a empacar. Lá há mais grandes corporações ...