Empresa data-driven: muito mais foco, competitividade e lucro!
Como muita coisa que está ganhando corpo e importância nessa era
de mudanças disruptivas, o conceito de “data-driven”
não é novo. O que é novo é a tecnologia que permite que ele seja explorado de formas
até então inimagináveis. Um negócio data-driven
nada mais é que um negócio que norteia suas decisões a partir de dados e não
apenas em intuição e conceitos. Com toda a tecnologia existente hoje, na forma
de software (aplicativos, software as
service, algoritmos) e hardware (processadores, servidores, memórias,
smartphones), o data-driven passa a
evoluir exponencialmente, indo muito além da análise de dados tradicional. E na
esteira da tecnologia, a cultura e a capacitação empresarial tem que evoluir também.
Ser data-driven
pressupõe uma cultura de tomada de decisão a partir de fatos precisos e
coletados de múltiplas fontes, seja para a definição de estratégias, seja para
a avaliação de rotinas.
Nos últimos dois anos, foram produzidos 90% de todos os dados existentes
hoje no mundo. E essa curva é exponencial. Em poucos anos chegarem nos
brontobytes (falamos um pouco deles aqui).
E toda essa quantidade de dados precisa ser minerada, refinada e transformada nessa
inteligência que facilita e aprimora as tomadas de decisão empresariais.
Esses rios caudalosos de dados estão correndo por aí. No Google,
nas redes sociais, nos e-mails, no whatsapp, dentre outros. Na forma de textos,
fotos, vídeos, programas, cadastros, operações, cliques, likes, interações. Eles
nos levam a hábitos, tendências, preferências, indicadores de produtividade,
insights.
O primeiro passo da guinada data-driven
é criar as condições e começar a reuni-los. Isso tem que ser pra já! Tenha
um time apto (Lembram do meu outro artigo Primeiro
inovadores, depois inovações?). Construa seus algoritmos e/ou contrate os
serviços necessários. Prepare-se para entender o alcance do machine learning e da inteligência
artificial nesse contexto, que vão processar isso e ajudar a construir insights
e automatizações.
Alguns exemplos de utilização no dia a dia de empresas de pequeno
porte são estratégias de marketing em redes sociais, definições de preços e
promoções no dia a dia, alocação de times em tempo real a partir de fluxos de
demanda, definição de rotas de delivery, suporte automatizado, funis de
marketing, pós venda, reposição automática de estoques, dentre vários outros.
Em resumo, a cultura empresarial deve migrar dos dados em silos
para o big data, acionado por uma
inteligência coletiva, pervasiva à empresa, de forma ágil e, o máximo possível,
automatizada.
Ah, e a política de obtenção e armazenamento de todo e qualquer
dado deve ser transparente, segura e amistosa para os donos desses dados, que,
ao cabo, são os cidadãos. Confiança é fundamental.

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