6 Pontos fundamentais para fortalecer o intraempreendorismo e a inovação corporativa em grandes organizações
O Brasil sempre ficou em posições vexatórias nos
principais rankings de inovação que existem mundo afora. Recentemente houve a
divulgação do Índice Nacional de Inovação de 2017, elaborado pela Universidade
de Cornell, pela escola de negócios Insead e pela Organização Mundial da
Propriedade Intelectual (OMPI), onde ficamos em 69º lugar, entre 130 países.
A nossa competitividade empresarial é muito baixa. Segundo
estimativas da The Conference Board, instituição composta por mais de 1200
organizações públicas e privadas, cada trabalhador brasileiro gerou o
equivalente a US$ 16,6 por hora trabalhada em 2016, contra US$ 67 gerados pelo
americano no mesmo período. Isso nos coloca em 58º entre os 68 países
pesquisados.
Vários fatores justificam essas situações. Políticas
públicas ineficientes, mão de obra de baixíssima qualificação, burocracia,
problemas logísticos, academia distante do empresariado e o baixo investimento e incapacidade das
empresas de inovar, dentre outros.
Por outro lado, temos um ecossistema de
empreendedorismo inovador e startups que vem conseguindo transpor esse cenário
tenebroso e avançar a passos largos na solução de problemas com impacto e freqüência
impressionantes. É reconfortante como esses empreendedores, empresários,
investidores e fomentadores vêm construindo um modelo de relacionamento e
negócios bastante ambicioso e arrojado, com base em give first, give back, share ideas, meetups, centros de excelência como CUBO, Campus São Paulo, ACATE e
Porto Digital, eventos como as Campus Party, a CASE, o Sebrae Startup Day, além
de aceleradoras incríveis.
E as grandes empresas brasileiras vêm, ainda muito mais devagar do que
precisam, buscando se conectar a esse ecossistema, ora lançando desafios e
projetos baseados em inovação aberta, ora fazendo aquisições e investimentos em
startups e ora fazendo mais agito de marketing do que uma atividade de inovação
(infelizmente, situação muito freqüente).
Mas creio que o problema central de competitividade das
grandes empresas deve ser resolvido de forma mais sustentável. E isso deve
acontecer de dentro pra fora, com a estruturação de uma cultura (já falamos disso AQUI) e processos para
destravar e fomentar o intraempreendedorismo e a inovação corporativa, que, por sua vez, serão responsáveis por alavancar sua competitividade.
E aqui
vão os 6 pontos fundamentais para serem entendidos para se começar a pensar em
mudar ou implantar um mindset
adequado a isso.
- Qual é o nível de maturidade digital e inovativa da empresa (também já falamos um pouco desse assunto AQUI).
- Como é o processo de transformação digital por que passa o planeta e
como ela vai guiar o mercado pelos próximos anos.
- Quais são os principais processos e ferramentas de facilitação e
viabilização existentes no mercado.
- Como se integrar com o ecossistema de empreendedorismo inovador de
forma eficiente e em mão dupla
- Como implementar a filosofia open,
onde funcionários, lideranças e mentes externas interagem de forma
significativa, "por dentro" dos processos da empresa.
- Como gerar uma visão compartilhada de futuro (north star) com toda a empresa.

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